quarta-feira, 2 de novembro de 2011

PROTEÍNA TAU E O ALZHEIMER

Pesquisadores vem discutido durante algum tempo se o emaranhado Tau e as placas beta-amilóide são a causa primária do Alzheimer. As placas beta-amilóide já foram tratadas em posts passados, agora é a vez de falar um pouco mais sobre a proteína Tau, também já citada anteriormente.
A proteína Tau é um importante componente do citoesqueleto neuronal, encontrada nos axônios e sendo responsável pela estabilização dos microtúbulos. Estes microtúbulos são cilíndricos poliméricos ocos compostos de proteínas chamadas tubulinas. Além de sustentação, os microtúbulos desempenham papel na comunicação e no processamento de informação celular.

Neurônio mostrando seus microtúbulos e a estrutura tridimensional evidenciando as proteínas Tau e tubulinas.

Um grupo de cientistas da Universidade de Northwestern descobriram que a proteína Tau deve estar presente para permitir que a beta-amilóide induza a degeneração das células cerebrais, recorrente na DA. Ao analisarem a composição do citoesqueleto dos neurônios com pouca proteína Tau eles encontraram uma rotação rápida dos microtúbulos. Os resultados sugerem que os neurônios capazes de manter a composição dos microtúbulos com rotação rápida conforme envelhecem, podem ser resistentes à neurodegeneração.
Em pacientes com Alzheimer, a proteína Tau se encontra em estado anormal, hiperfosforilado, o qual dá origem a filamentos helicoidais pareados que integram os emaranhados neurofibrilares.


Estrutura tridimensional da proteína Tau.


Há evidências de que o estado de fosforilação é modificado pelos produtos metabólicos das diversas enzimas (PLA2) que participam de processos fisiológicos importantes do cérebro. Em uma pesquisa feita, a PLA2 foi inibida para testar seus efeitos sobre o estado de fosforilação da proteína Tau. Os resultados mostraram que a inibição da PLA2 leva a um aumento específico da fosforilação da Tau no resíduo da serina 214. Isto reforça a ideia do papel da PLA2 na fisiopatologia da Doença de Alzheimer, na qual a redução da atividade enzimática tem relação com parâmetros clínicos e neuropatológicos da demência.



À esq. microtúbulos em neurônio saudável. À dir. neurônio danificado com a presença da proteína Tau hiperfosforilada.


Referências bibliográficas:
www.emedix.uol.com.br
www.teses.usp.br
www.revistaepoca.globo.com
www.territorioscuola.com



7 comentários:

  1. u.u tenho 16 anos e pretendo ser uma neurocirurgiãm espero esta no caminho certo to estudando dez de ja para a faculdade e para minha profissão bom quero saber isso é bom ou ruim?

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  2. Filho,estude muito,e aprenda a escrever corretamente,se não,nem no vestibular você irá passar!
    -Aluno de Medicina

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  3. Aliás,para se tornar um neurocirurgião,você tem que ser no mínimo,um gênio!

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  4. Não penso ser necessário uma pessoa ser "gênio" para ser um excelente profissional. Quando a escrever corretamente isso se aprende e ele ainda tem 16 anos, faltam bem uns 2 anos para que ele faça um vestibular e para você aluno de medicina que falou de ortografia correta a vírgula é usada próxima a palavra esquerda, mas a palavra a direita tem que ter um espaço.

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  5. Poxa, não precisa de nada disso não, cara. Aluno de medicina não é diferente de outro aluno de qualquer outra área, e falo isso porque também faço medicina. É por ter gente pensando desse jeito que no Brasil tem tantos médicos medíocres. Com certeza estudar é o melhor caminho sim, aliás, o único. E relaxe, que se você já está estudando, esses erros de português se corrigem ao longo do seu esforço. ;)

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  6. E a propósito, esse "senão" é junto. Erros em uma língua tão complicada como a nossa todo mundo comete.

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